Como superar o trauma do abuso sexual.
Rio de Janeiro, 9 de maio de 2008

Joanna Maranhão foi vítima de abuso sexual pelo seu técnico aos nove anos de idade. Hoje, faz graça, feliz pela vitória que a classificou para as Olimpíadas de Pequim. Foto: Satiro Sodré/CBDA.
O Observatório da Infância divulgou através de artigo, publicado em 20 de fevereiro de 2008, o drama vivido pela nadadora olímpica Joanna Maranhão, hoje com vinte anos de idade. Após onze anos de sofrimento em silêncio, ela decidiu contar que havia sido abusada sexualmente pelo seu ex-técnico Eugênio Miranda, quando tinha nove anos e nadava em um clube, em Recife/PE. Após suas denúncias, outras vítimas do mesmo treinador apareceram.
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A morte de Isabella poderia ter sido evitada?
Rio de Janeiro, 22 de abril de 2008

Temos recebido inúmeros e-mails no Observatório da Infância sobre a evolução das investigações para esclarecimento da morte da menina Isabella. Todos estão revoltados com o já comprovado assassinato de Isabella e querem dar suas opiniões. Um e-mail chamou a minha atenção, porque fala de prevenção. A morte de Isabella poderia ter sido evitada? Eu, pessoalmente, acredito que sim. É o que também pensa Sirlene Costa, que está criando a Biblioteca Infantil Gratuita. Ela nos enviou um e-mail, do qual reproduzimos trechos, no interior desta matéria. Assista também a entrevista do Dr. Lauro Monteiro no Programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga.
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Crianças não são adultos pequenos.
Rio de Janeiro, 4 de abril de 2008

Em 14 de agosto de 2007 o Observatório da Infância, sob o título "Crianças não são adultos pequenos e tampouco objetos manipulados por adultos", alertou para o uso de crianças como "pastores mirins" e em concursos de beleza, tipo pequenas "misses sunshine". Esse artigo está situado entre os três mais procurados em nosso site. Isto traduz, seguramente, uma manifestação saudável de preocupação dos pais com a educação de seus filhos. (Fotos: Marilynn K. Yee/The New York Times)
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Mortalidade Infantil no Brasil
Rio de Janeiro, 3 de abril de 2008

Foto: A Critica
Em nota à imprensa de 22/01/08, o UNICEF informou: "Brasil sobe 27 posições no ranking de mortalidade na infância, segundo relatório mundial do UNICEF". De acordo com os dados divulgados, o Brasil teria passado da 86ª posição, em 2005, para 113ª em 2006, no ranking mundial, entre 194 países, em razão da queda na mortalidade infantil de menores de 5 anos (TMM5), de 33 mortes em 2005 para...
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Ninguém mata na 1ª agressão, diz pediatra.
Entrevista publicada no jornal Folha de São Paulo, em 28 de abril de 2008. Por Antônio Gois, da Sucursal do Rio.
Para o médico Lauro Monteiro, se o casal Nardoni matou Isabella, como diz a polícia, a menina já teria sido vítima de agressão em outras ocasiões. Profissionais de educação, de saúde ou vizinhos devem estar atentos a hematomas ou queimaduras no corpo da criança, diz Monteiro Filho.
Para o pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Abrapia (Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência) e hoje editor do Observatório da Infância, a sociedade brasileira ainda passa pela fase da negação da realidade de que os pais podem, sim, ser os principais agressores dos próprios filhos. Foi a Abrapia que criou o primeiro telefone nacional gratuito de denúncia anônima contra casos de abuso sexual infantil.
Monteiro Filho reconhece que há sempre o risco desses telefones serem usados como instrumento de vingança por meio de denúncias falsas, mas esse é um ônus necessário para evitar a morte de crianças pelos pais.
Segundo o pediatra, se a polícia estiver certa e o pai e a madrasta de Isabella Nardoni forem mesmo seus assassinos, eles provavelmente não cometeram o primeiro ato de agressão no dia da morte da menina. "A não ser em caso de surtos psicóticos, ninguém mata o filho numa primeira agressão."
Leia trechos de sua entrevista concedida à Folha em seu consultório, em Copacabana (Rio).
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Negligência com crianças é maltrato e deve ser punida.
Rio de Janeiro 2 maio 2008
Os números relativos às denúncias de maus-tratos contra crianças no Brasil mostram que a negligência da família com suas crianças está em primeiro lugar. Seguem-se os maus-tratos físicos, a seguir, o abuso sexual e por fim os maus-tratos psicológicos. Também entre as freqüentes denúncias de maus-tratos que chegam por e-mail ao Observatório da Infância, a negligência está em primeiro lugar. A participação dos vizinhos ou membros da família nas denúncias é o fator que mais influencia essa classificação.
Raramente alguém denuncia os maus-tratos psicológicos, talvez os mais freqüentes e que tantos dados causam à criança. O abuso sexual ocorre entre quatro paredes e o conhecido muro do silêncio impede que haja a denúncia e que as crianças sejam protegidas. Os maus-tratos físicos, que em algumas pesquisas encontram-se em primeiro lugar, geralmente deixam marcas evidentes, ao contrário do abuso sexual e do maltrato psicológico, mas a indiferença dos vizinhos e seguramente da escola, dificultam a denúncia e muitas vezes as crianças chegam aos hospitais com lesões graves e cicatrizes antigas de violências há muito praticadas. Algumas chegam mortas.
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Abuso sexual de crianças e adolescentes na Igreja Católica.
Rio de Janeiro 22 abril 2008

Padre John Geoghan, condenado em 2002, por ter abusado sexualmente de mais de 130 crianças e adolescentes. Na cadeia ele foi estrangulado e morto por outro detento. Foto: Michael Dwyer/AP.
O papa Bento XVI, em recente visita oficial aos EUA, demonstrou repetida e fimemente sua condenação aos inúmeros casos de abuso sexual de crianças e adolescentes praticados por padres da Igreja Católica nos EUA, revelados nos últimos seis anos. Considerou publicamente o ocorrido como vergonha para a Igreja Católica.
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A renúncia de Fidel
Rio de Janeiro 5 abril 2008

Em 1988 decidi conhecer os países da América Latina que apresentavam os melhores indicadores básicos de saúde e educação: Chile, Cuba e Costa Rica. Visitei hospitais e postos de atendimento e conheci vários programas nesses países. Em Cuba, fui recebido no Ministério da Saúde e pude conhecer, entre outros, o já bem sucedido programa de cobertura vacinal em Cuba, o programa Médico de Família, os hospitais gerais e aqueles super especializados, como o de Cardiologia Pedíátrica, o atendimento aos idosos e aos portadores de deficiências. Obviamente fiquei entusiasmado com os resultados que Cuba apresentava. De volta ao Brasil, fiz palestras e escrevi artigos a respeito.
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Temporão: luta, boa fé, omissão, desalento.
Rio de Janeiro 4 abril 2008

Foto: O Globo / Editoria de Arte
"Temporão, o colecionador de polêmicas e crises." Com essa manchete, O Globo de 30 de março abre uma matéria de uma página do jornalista Evandro Éboli, sobre o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão. "Em um ano de gestão, ministro enfrenta epidemia de dengue no Rio, surto de febre amarela, e compra brigas." A matéria é bem feita, isenta e equilibrada. Uma pequena entrevista com o ministro, no corpo da matéria, perpassa um certo desalento, esmorecimento.
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