Outros Artigos

Bullying na Internet leva adolescente ao suicídio

Acreditando nas falsas ofensas que lhe eram feitas continuamente através do site de comunicação My Space, a adolescente americana Megan Meier, de 13 anos, matou-se. leia mais

Bullying: Um breve histórico.

No ano de 2000 tive conhecimento dos trabalhos já realizados e publicados sobre agressividade entre estudantes (bullying). Em outubro de 2001, visitei instituições em Londres e vi como o tema já era importante há alguns anos em vários países da Europa. Por duas vezes estive com Michele Elliott, Diretora da Instituição Kidscape. Ali fui municiado com publicações e informações detalhadas sobre o fantástico trabalho desta instituição na prevenção e no atendimento aos casos de bullying. Ampliei conhecimentos com Helen Cowie, especialista em relacionamento entre jovens e bullying, Professora de Pós-Graduação na Universidade de Surrey Roehampton, Londres. leia mais

Cincuncisão de rotina

Uma violência contra a criança Foto da revista Time (Louis Moses / zefa / Corbis) em matéria de Jenine-Lee - St. John, com o título: "Fazendo o corte - As taxas de circuncisão estão caindo na medida em que os pais dabatem se o procedimento causa mais danos que benefícios!". A revista Time de 12 de novembro traz na página 42 matéria importante sobre a prática rotineira de circuncisão masculina. A discussão atual é se a retirada de rotina do prepúcio dos bebês não traria maiores malefícios que benefícios. Os EUA é hoje único país desenvolvido onde a circuncisão ainda ocorre na maioria dos meninos. Mas os números mostram que, mesmo neste país, a rejeição à circuncisão vem aumentando. Do ponto de vista médico, não há provas de benefícios que justifiquem a cirurgia (esta é também a opinião da Academia Americana de Pediatria). Os contrários à circuncisão de rotina alinham os seus malefícios sobretudo na área psicológica, social e sexual. Um fato é incontestável. A prática da circuncisão remonta aos tempos de Abraão e sua justificativa é antes de tudo de seguir uma tradição religiosa. leia mais

Madeleine - Vítima da negligência dos pais.

Experimente procurar "Missing Madeleine" no site de buscas Google. Você encontrará, surpreso, 1.980.000 resultados! Os jornais brasileiros têm noticiado o desaparecimento da menina Madeleine com discrição, mas no mundo inteiro o assunto virou destaque diário. O jornal francês Le Monde em matéria de 15/09/07 afirma: "O caso Madeleine: Todos os ingredientes para fascinar o público e a mídia". O Guardian de Londres afirma que o caso Madeleine suscitou no Reino Unido uma emoção popular sem precedentes desde a morte há dez anos da princesa Diane. Em alguns sites como o sverdades.blogspot.com o número de acessos é de 48.673 de 134 países. O número de brasileiros (5.649) só é superado pelos portugueses (19.344). A Inglaterra está em terceiro lugar com 3.169 acessos. Após mais de quatro meses do seu desaparecimento, as notícias sobre a menina Madeleine ocupam um imenso espaço na mídia. Seus pais Kate e Gerry, ambos médicos, foram considerados pelo Le Monde de "o casal comum mais fotografado do século atual". leia mais

2007

Como lidar com o BULLYING nas escolas - Dica para os pais.

Rio de Janeiro 21 setembro 2007

Foi divulgado em 07/09/07 no site http://www.cnn.com/ artigo reproduzido do site http://www.oprah.com/, de Oprah Winfrey, trazendo conselhos importantes de como enfrentar o bullying na escola. O educador americano, Dr. Willian Pollack, autor do livro "Real Boys Voices", oferece também informações a respeito. (O Observatório da Infância já trouxe entrevista de Pollack sobre como educar seu filho para que ele não seja agressivo. Leia a entrevista.)

Segundo o artigo, 160 mil estudantes nos Estaddos Unidos perdem em média 1 dia de escola por causa do bullying. (E no Brasil?)

COMO OS PAIS PODEM AJUDAR?

Seu filho pode não contar a você que está sofrendo bullying na escola. Fique atento para os seguintes sinais que ele pode apresentar:

  • Agir de forma estranha, geralmente se isolando.
  • Apresentar sinais de  trauma como ferimentos ou hematomas sem explicação.
  • Chegar com roupas rasgadas.
  • Demonstrar medo de ir à escola.
  • Ter problemas para dormir.
  • Apresentar mudanças de humor...

    • Parar de falar sobre a escola.
    • Encontrar desculpas para faltar à escola.
    • Fazer subitamente novas amizades.
    • Apresentar comportamento agressivo em casa (às vezes o que sofre bullying pode descontar nos irmãos).

    Converse com seu filho:

    • Se você notar sinais de alerta de que seu filho pode estar sendo vítima de bullying, saiba que há maneiras de você conversar com ele sobre o que de fato está acontecendo na escola.
    • Faça perguntas provocadoras na terceira pessoa como, por exemplo, para sua filha "como as meninas se relacionam na escola" ou "como você se sente quando está na escola?".
    • Lembre-se que o que você pode fazer de mais importante é escutar seu filho e abraçá-lo.

    Como você pode ajudar:

    Se seu filho é vítima de bullying na escola, você deve:

    • Levar o assunto a sério. Não minimizar o ocorrido.
    • Manter um diálogo aberto com seu filho sobre bullying.
    • Não pensar que o bullying acabou porque seu filho parou de falar sobre ele.
    • Dar conselhos consistentes.
    • Reforçar a auto-estima de seu filho. Ajudá-lo a achar uma atividade na qual ele se adapte.
    • Não agir sozinho. Encontre outros pais cujos filhos estão também sofrendo bullying  ou presenciaram o bullying e se organizem.
    • Lembrar a seu filho que você o ama e enconrajá-lo a conseguir aliados entre os colegas.
    • Contatar sua escola para contar o que está acontecendo.

    O que não fazer:

    • Nunca dizer a seu filho/filha que o que está acontecendo faz parte de uma fase normal.
    • Não minimizar o problema.
    • Nunca diga a seu filho/filha que ele/ela está sendo exageradamente sensível.
    • Nunca lhes atribua a culpa por estarem sofrendo bullying.
    • Nunca diga a eles que os colegas estão apenas brincando.

    O que seu filho pode fazer:

    Mesmo que seu filho seja contra, vá à escola e diga o que está acontecendo e trabalhe com a escola para ter a certeza de que seu filho será protegido. Você pode também ajudar seu filho a lidar com o autor do bullying desde o início das provocações, dizendo a eles que:

    • Reaja falando firme: "Pare com isto. Não gostei!"
    • Consiga colegas para ajudá-lo a enfrentar o autor do bullying.
    • A coisa mais importantes para uma criança se lembrar é que ela deve contar para um adulto logo que o bullying acontecer. Um adulto pode apoiar e dar força a uma criança e enfraquecer o autor do bullying.

    Lauro Monteiro
    Editor

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