Outros Artigos

Bullying na Internet leva adolescente ao suicídio

Acreditando nas falsas ofensas que lhe eram feitas continuamente através do site de comunicação My Space, a adolescente americana Megan Meier, de 13 anos, matou-se. leia mais

Bullying: Um breve histórico.

No ano de 2000 tive conhecimento dos trabalhos já realizados e publicados sobre agressividade entre estudantes (bullying). Em outubro de 2001, visitei instituições em Londres e vi como o tema já era importante há alguns anos em vários países da Europa. Por duas vezes estive com Michele Elliott, Diretora da Instituição Kidscape. Ali fui municiado com publicações e informações detalhadas sobre o fantástico trabalho desta instituição na prevenção e no atendimento aos casos de bullying. Ampliei conhecimentos com Helen Cowie, especialista em relacionamento entre jovens e bullying, Professora de Pós-Graduação na Universidade de Surrey Roehampton, Londres. leia mais

Como lidar com o BULLYING nas escolas - Dica para os pais.

Foi divulgado em 07/09/07 no site http://www.cnn.com/ artigo reproduzido do site http://www.oprah.com/, de Oprah Winfrey, trazendo conselhos importantes de como enfrentar o bullying na escola. O educador americano, Dr. Willian Pollack, autor do livro "Real Boys Voices", oferece também informações a respeito. (O Observatório da Infância já trouxe entrevista de Pollack sobre como educar seu filho para que ele não seja agressivo. Leia a entrevista.) Segundo o artigo, 160 mil estudantes nos Estaddos Unidos perdem em média 1 dia de escola por causa do bullying. (E no Brasil?) COMO OS PAIS PODEM AJUDAR? Seu filho pode não contar a você que está sofrendo bullying na escola. Fique atento para os seguintes sinais que ele pode apresentar: Agir de forma estranha, geralmente se isolando. Apresentar sinais de trauma como ferimentos ou hematomas sem explicação. Chegar com roupas rasgadas. Demonstrar medo de ir à escola. Ter problemas para dormir. Apresentar mudanças de humor... leia mais

Madeleine - Vítima da negligência dos pais.

Experimente procurar "Missing Madeleine" no site de buscas Google. Você encontrará, surpreso, 1.980.000 resultados! Os jornais brasileiros têm noticiado o desaparecimento da menina Madeleine com discrição, mas no mundo inteiro o assunto virou destaque diário. O jornal francês Le Monde em matéria de 15/09/07 afirma: "O caso Madeleine: Todos os ingredientes para fascinar o público e a mídia". O Guardian de Londres afirma que o caso Madeleine suscitou no Reino Unido uma emoção popular sem precedentes desde a morte há dez anos da princesa Diane. Em alguns sites como o sverdades.blogspot.com o número de acessos é de 48.673 de 134 países. O número de brasileiros (5.649) só é superado pelos portugueses (19.344). A Inglaterra está em terceiro lugar com 3.169 acessos. Após mais de quatro meses do seu desaparecimento, as notícias sobre a menina Madeleine ocupam um imenso espaço na mídia. Seus pais Kate e Gerry, ambos médicos, foram considerados pelo Le Monde de "o casal comum mais fotografado do século atual". leia mais

2007

Cincuncisão de rotina

Rio de Janeiro 23 novembro 2007

 
Uma violência contra a criança

Foto da revista Time (Louis Moses / zefa / Corbis) em matéria de Jenine-Lee - St. John, com o título: "Fazendo o corte - As taxas de circuncisão estão caindo na medida em que os pais dabatem se o procedimento causa mais danos que benefícios!".

A revista Time de 12 de novembro traz na página 42 matéria importante sobre a prática rotineira de circuncisão masculina. A discussão atual é se a retirada de rotina do prepúcio dos bebês não traria maiores malefícios que benefícios.

Os EUA é hoje único país desenvolvido onde a circuncisão ainda ocorre na maioria dos meninos. Mas os números mostram que, mesmo neste país, a rejeição à circuncisão vem aumentando.

Do ponto de vista médico, não há provas de benefícios que justifiquem a cirurgia (esta é também a opinião da Academia Americana de Pediatria). Os contrários à circuncisão de rotina alinham os seus malefícios sobretudo na área psicológica, social e sexual.

Um fato é incontestável. A prática da circuncisão remonta aos tempos de Abraão e sua justificativa é antes de tudo de seguir uma tradição religiosa.


Admite-se que a partir de 1800 a prática de circuncisão cresceu com o argumento de combater a masturbação masculina, que era considerada prejudicial à saúde. Se a masturbação masculina foi desmitificada, o mesmo não ocorreu universalmente com a masturbação e o prazer sexual feminino. Ainda hoje, milhões de meninas de países na África subsahariana e da península Arábica, são submetidas a várias formas de mutilação genital para evitar que sintam prazer. O texto a seguir foi adaptado da Folha de São Paulo, 22/09/07:

"Também por tradição, há séculos as meninas egípcias, geralmente entre 7 e 13 anos de idade, vêm sendo submetidas à excisão do clítoris ou circuncisão feminina, vista no Egito (e em muitos outros países africanos) como necessária para preservar a castidade e a honra das mulheres. Em 2005, uma pesquisa mostrou que 96% das mulheres casadas, divorciadas e viúvas entrevistadas, disseram ter passado pela excisão. Agora o Ministro da Saúde determinou em decreto a proibição do procedimento. As resistências determinadas pelo conservadorismo e tradição religiosa são grandes."

Apesar de todos os pais judeus terem a obrigação de circuncisar seus filhos no oitavo dia após o nascimento conforme está escrito na Torah, o fato é que hoje em dia muitos judeus agrupam-se aos que condenam a circuncisão.

Do ponto de vista dos direitos humanos, creio que a circuncisão é uma violação dos direitos da criança. A criança tem o direito de manter o seu corpo intacto e cabe aos pais defender seus filhos para que não sofram. A circuncisão é um ato invasivo, violento e doloroso. Argumentar que recém-nascido não sente dor é de um absurdo tão grande que deve ser entendido apenas como demonstração de radicalismo religioso.

O Observatório da Infância luta pelos direitos de crianças e adolescentes e, sendo assim, posiciona-se ao lado daqueles que condenam a circuncisão de rotina, por se tratar de um ato de violência contra uma criança.

Lauro Monteiro
Editor


Maiores informações podem ser obtidas na busca da Canadian Children Rights Cauncil (http://www.canadiancrc.com/) ou no site citado pela revista Time http://www.stopinfantcircumcision.org/).

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